Preservação dos Bens Culturais de Itu

Engº. Jair de Oliveira

 

CONDEPHAAT
Aquelas ações foram se desdobrando em outras regionais, a estimular, por exemplo, a criação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo em 1968 em nosso Estado.

 

As primeiras providências foram no sentido de listar as principais cidades históricas, entre elas Iporanga, Cananéia, Iguape, São Luís de Paraitinga, Bananal, São Sebastião, Santosa, Santana de Parnaíba e Itu. Para a nossa cidade elaborou-se um amplo diagnóstico sobre arquitetura, as obras de arte religiosas, a formação geológica, etc..

 

Diversas foram as autoridades que contribuíram no processo de conscientização: Arq. Luís Saia, Arq. Carlos Alberto Cerqueira Lemos, Arq. Júlio Katinsky, Arq. João Walter Toscano, o Sociólogo Octávio Ianni, os Historiadores Araci Amaral, Waldisa Russio e Jonas Soares de Souza.

 

O Profº Jonas desempenharia um papel de destaque, por mais de 30 anos na direção do Museu Republicano, não somente a divulgar o Movimento Republicano, mas sobretudo sensibilizando a comunidade ituana, no processo de conhecimento e valorização dos bens culturais.

 

À partir dos anos 80 e 90, a cidade seria distinguida com o empenho de outras autoridades: Prof. Roberto Machado Carvalho, Arq. José Saia (IPHAN), ex-prefeito Olavo Volpato, Dr. Eduardo de Arruda Passos, Dr. José Sebastião Witter (USP), Profª Marly Therezinha Germano Perecin, Prof. Percival Tirapeli, Profª Maria de Lourdes Figueiredo Sioli, ex-Vereador Inaldo C. Silveira Lepsch; entre estes viria a notabilizar-se também o Prof. Luís Roberto de Francisco, Historiador e Musicólogo, responsável junto à Associação Coral Vozes de Itu pelo resgate e valorização da música ituana.

 

 

Ocorrências da 2ª metade do século XX

 

Simultaneamente às ações do IPHAN, do CONDEPHAAT e de um grupo de cidadãos ituanos, nos anos 60, formado por Rotaryanos, Professores do Instituto de Educação “Regente Feijó”, notadamente o Prof. Olavo Valente de Almeida, outros bens culturais continuariam a ser destruídos sorrateiramente:


- O Conventinho e a Igreja de Nossa Senhora das Mercês;
- A Capela do Jazigo do Carmo;
- Casarões;
- Sobrados de João Tibiriçá Piratininga, da Família Pereira Mendes, do Bispo ituano Dom Antonio Joaquim de Mello, da Família Bispo;
- O incêndio do Arquivo Municipal de documentos antigos dos séculos XVIII e XIX, em 1985, sob a guarda da Prefeitura, etc..

 

Seguiu-se um período alentador nas décadas seguintes, desencadeando-se iniciativas exemplares:

 

- Restauração da Casa Caselli;
- Reabertura da Igreja de São Luís Gonzaga;
- Proteção da Igreja de Santa Rita de Cássia;
- Restaurações da Igreja do Carmo, do Museu Republicano, da casa Xavier de Oliveira, Casa Coimbra Galvão, de outros casarões, da capela de São João de Deus;
- Instalação do Parque do Varvito, do Museu da Energia, do Hotel Fazenda Capoava, graças à idealização do Geólogo Dr. Antônio Carlos Rocha Campos (USP), da Fundação da Energia de São Paulo e da Dra. Maria Alice Setubal, respectivamente;
- Resgate do desfile do Império do Divino Espírito Santo e de cerimônias tradicionais da Semana Santa;
- Á partir de 2001, a restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária!

 

Conservação e impasses


Ao lado de edificações exemplarmente preservadas, tais como prédios remanescentes do antigo Colégio e da Igreja da Nossa Senhora do Patrocínio; do Regimento Deodoro instalado nas dependências do antigo Colégio São Luís; do Instituto Borges; do Asilo de Mendicidade Nossa Senhora Candelária, perduram preocupações em relação à Fábrica São Luís, à área do Jazigo do Carmo; à Santa Casa antiga; ao Mercado Municipal; ao Salão Pe. Taddei ; à Igreja do Bom Jesus; ao Espaço Cultural “Almeida Júnior”.

 

Contribuição exemplar


A instalação da Biblioteca “Edgar Carone” (especializada no movimento republicano no Brasil) no edifício da antiga Prefeitura, graças às diligências do Banco Itaú, da Universidade de São Paulo e do Governo do Prefeito Herculano Castilho Passos Junior, epresenta uma importante fonte de conhecimento para o pesquisador, e sobretudo o fortalecimento cultural de nossa cidade.

 

Ações indispensáveis


Deste modo, tornam-se indispensáveis as ações dos órgãos preservacionistas e do Poder Público, proporcionando a cada cidadão a compreensão e o sentido de valorização dos bens culturais, componentes primordiais no processo da construção da nacionalidade.